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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que são as atividades.

A conscientização é um processo que ocorre através de múltiplas abordagens, através da introdução de temas transversais, através da visualização de ocorrências, da introdução da literatura, do diálogo e de outra infinidade de aspectos da interação e comunicação. Quando bem pensada, a Educação Ambiental pode acontecer de qualquer atividade que relacione a vida humana ao meio físico, a necessidade de sua existência.
Quando iniciei as minhas atividades, tinha uma consciência pré-formada de que apresentaria um tema em cada ocasião de visita, que a introdução destes temas era indispensável para que houvesse eficácia das atividades que queria desenvolver. Como o passar do tempo, descobri que existe a possibilidade de deixar a temática acontecer. Através dessa perspectiva, as atividades ficam menos monótonas, os pontos fluem em direções diversas e uma diversidade de pontos são abordados. Há um predomínio do questionamento, indefinido e espontâneo, o que facilita a promoção de diálogos mais completos. Outro ponto que acho interessante, é que divagamos na informalidade, onde a iniciativa parte daqueles que são assistidos, o que torna a discussão menos exclusivista, ou seja, cada aluno busca introduzir algum tema, uma pergunta ou mesmo uma "zooeira" como dizem. cabe ao interlocutor buscar direcionar cada pergunta ao objetivo do atividade.
A Educação Ambiental tende à ser uma atividade libertadora, penso que não há de ser pensada na preparação antecipada, mas sim de cada ocorrência, de cada visualização. E nesse sentido, a Escola Luíza Maria Bernardes Nory, através da diretoria e do corpo funcional da instituição, vêm buscando caminhos para permitir a continuidade e a expansividade dos trabalhos, através da apresentação de projetos, da busca de recursos e da apresentação de ideias, o que nos permitiu a instalação de parte do sistema de irrigação, que prontamente foi realizada junto com os alunos, em um ambiente de posses e sorrisos.    
 Assim fazemos a conscientização, pequenas ações em pequenos espaços de tempo, sem um caminho específico, mas com destino traçado... Há muitas ações pensadas, há muitas ações acontecendo, há muitas pessoas aderindo. Que sejam contínuas as nossas atividades e que nos proporcione resultados positivos. Assim acreditamos...     










quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como fazer mudas de forma fácil e barata.

Para quem deseja trabalhar a E A através da atividade em hortas, uma boa alternativa é a formação de um canteiro para a produção de sementes e posterior produção de mudas. Um pequeno quadro é suficiente para que possamos trabalhar um ciclo legal. A possibilidade de visualização do desenvolvimento da planta, a floração e colheita das sementes, a confecção dos tubetes, a preparação do substrato, o zelo diário na irrigação, ver brotar as mudas, fazer a seleção das mudas e o replantio. Todo esse processo acaba por fomentar a curiosidade, impulsiona a percepção e gera um vínculo entre a criança e natureza, e assim que que se aprende o amor à natureza.
Nas minhas atividades, muitos das atividades são testadas em minha horta, através da produção de composto orgânico que produzo. A fabricação de mudas também não é uma ideia minha, sendo que foi retirada da NET, assim como a produção em cartelas de ovos. A realização em casa me permite perceber se há a possibilidade real, compreender as necessidades, falhas e carências no processo de conscientização. Assim, como não pude apresentar os resultados da primeira experiência, ocorrida no início das atividades e em cartelas de ovos, resolvi registrar a segunda e mais participativa opção, através da confecção de tubetes com recortes de revista. Como acabei de retirar uma segunda remessa de composto em minha composteira residencial, aproveitei a produção de sementes na Associação Vila da Infância, onde as atividades estão aralisadas com relação à produção de composto orgânico por adequação dos processos, e iniciei a atividade de produção de mudas. As atividades realizadas, a postagem "semeando alface" é resultado do experimento realizado em meu "laboratório" residencial, que tem como resultado uma germinação consistente e eficaz. Segue abaixo o processo de produção dos tubetes e semeadura. 
As sementes são colhidas, limpas e selecionadas.
Como auxílio de uma rolha, faço pequenos cilindros de papel,  dobrando a base formando copinhos.
Para escolas, cada classe pode produzir 40 tubetes, dois por alunos. É um número suficiente para a formação de um canteiro com cerca de 1 m por 40cm.
Para o enchimento dos tubetes, utilizo solo comum acrescido de composto, em proporções iguais, enchendo o tubete sem compactar.
As sementes são adicionadas de 3 à 5 por tubete, através de um palito umedecido.
Depois de cheios e semeados, os tubetes são colocados em uma base de sustentação, que pode ser uma assadeira, de bolo, caixa de papelão ou madeira, ou outra base que torne a sua sustentação segura. No meu caso, utilizei um velho trilho de alumínio triplo, daqueles utilizados para a fixação de cortinas.
A irrigação é feita através de sereno, para que não se perca solo e sementes, também para não danificar o tubete, duas vezes por dia.

Em três à cinco dias, teremos as primeiras mudinhas brotando dos nossos tubetes, é só admirar o crescimento das mesmas até a hora do replante, o que ocorrerá quando a mesma estiver com cerca de quatro à seis centímetros de comprimento

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atividade- semeando alface...

Uma das certezas que tenho, em relação a Educação Ambiental, é que a mesma se faz da sensibilidade. Não se aprende a ser ecologista e não se aprende a preservação, o que se aprende é a compreensão da essência da vida, é reconhecimento humano como parte da estrutura do organismo Terra, quando se aprende a amá-la, a viver na percepção das suas maravilhas, de estar incluso na mágica da vida.
Como atividade pedagógica, fomentar processos de interação, de participação da criança  nos processos de criação ocorridos na Terra, incita a sua percepção. Infelizmente, ainda não há meios de dar continuidade á tais momentos de interação, onde as opções de interação oferecidas aos jovens e crianças ainda são praticamente nulas. Mas como estudo de causa, tenho a convicção de que existe um caminho, tenho a convicção de que haverá espaço para as atividades que eu penso, mesmo que os recursos financeiros, humanos, tecnológicos, didáticos e acadêmicos sejam escassos, as atividades são realizáveis.
Outra certeza que tenho, em relação à E A, é de que as respostas não surgem de um hora para outra, mas são semeadas, e como meus dois pés de alface, tendem á se desenvolver nas ocorrências dos intemperes, florir e gerar sementes, e isso requer tempo. Por isso digo que a Educação Ambiental é um processo de inclusão, de pessoas e de conhecimentos, as sementes que hoje plantamos necessitam de cuidados, de acompanhamento e de favorecimento das condições necessárias para que possam eclodir, no surgimento dos pequenos brotos. É fundamental a percepção de que algumas sementes não germinarão, necessitando ser replantadas, e as que germinarem, necessitarão de condições especiais para que se desenvolvam nos viveiros da educação e que a sua introdução no meio definitivo seja de forma sadia e consciente, de sua  função, seja na provisão do alimento para a vida, seja na provisão de sementes para novas vidas, seja na provisão do abrigo.
Meus pés de "alface?" foram colhidos em suas sementes, foram semeados em substrato do composto que produzimos, envoltos em tubetes de papel que confeccionamos. São sementes que posto para que exista melhorias e fundamentação, para que sirva de inspiração, de fomentação para aqueles que acreditam e que desejam aperfeiçoar as atividades, que não são minhas, mas são atividades que necessitam de multiplicação, em cada escola, em cada associação de bairro, em cada instituição em cada residência.
Meus dois pés de alface, meu sombreiro vermelho por de sacos de cebola e mãos de crianças, minhas crenças...    
Colheita de sementes.
Colheita de sementes.
Confecção de tubetes em papel.
Enchimento com terra e composto.
Fixação na bandeja de mudas.
Plantio das sementes nos tubetes.

Irrigação por aspersão.
OBS:. Como as atividades ocorrem em dias intercalados, a disposição de pessoas para efetuar a irrigação dos tubetes é precária, assim, preferimos a confecção de tubetes de papel com a finalidade de estimular a atividade nas residências dos alunos, de forma prática e barata. Também pela propriedade e formato do tubete, cuja extremidade inferior e fechada e o papel tem grande capacidade de retenção de água. Pela frequência e período das atividades, a manutenção da umidade é essencial, principalmente nos finais de semana e nas saídas das crianças para passeios e atividades externas.