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sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia Nacional dos animais...

A Educação Ambiental deve ser entendida como uma ferramenta de compreensão das atividades humanas e suas consequências para com o meio e todas as formas de vida. Assim como o tema do título,  o dia internacional dos atingidos por barragens, também comemorado hoje,  pode ser trabalhado dentro dos moldes aqui propostos...
Todas as comunidades possuem características ecológicas, a comunidade viva é muito intensa e, os problemas relativos á degradação são consistentes.
Uma boa alternativa está na conscientização quanto aos problemas locais, como no caso dos animais abandonados e que povoam as ruas das cidades... Diariamente, cães e gatos são abandonados à própria sorte, e em qualquer município... nas comunidades mais carentes, é possível encontrá-los nas ruas, muitas vezes famintos e com ferimentos... Muitos morrem vítimas de atropelamentos, de fome, de carência afetiva, pois uma vez abandonados, perdem a referência de liderança, geralmente exercida pelos seus antigos donos.   
 Nossas ações sobre a Terra geram consequências devastadoras, a produção de lixo se assemelha muito à degradação causada pelas enchentes, destruindo áreas de florestas e vegetação nativa, retirando de seu habitat, milhares de espécies, inclusive o homem. Muitas vezes, o que nos parece belo através da visualização de animais silvestres nas imediações das cidades, nada mais é do que a busca de alimento e abrigo, ocasionado pela ocupação desmedida de áreas naturais.
Mais que necessário, processos de conscientização devem buscar aliar a percepção das ocorrências locais aos aspectos globais de degradação, fazendo com que a prática da observação seja instrumento de compreensão. Os aminais são seres vivos que apenas compreendem o mundo à sua volta, sua adaptação é relativa com relação às condições aparentes do espaço, consequentemente, os espaços urbanos são limitadores das suas condições naturais.
 Nossa visão de mundo é muito menor, uma vez que não compreendemos à Terra como um todo, exercendo um processo de dominação burro e excludente. Milhares de espécies já foram extintas devido à essa dominação, várias outras encontram-se em perigo de extinção, inclusive a espécie humana.
 Somos dotados de sabedoria suficiente para exercer as práticas de conservação, capazes de construir mecanismos que favoreçam a reconstrução e evolução das espécies na Terra, mas somos "burros" em nossa ganância mísera e verdades tolas... A Educação Ambiental tem esse papel, de conscientizar o indivíduo para as novas formas de atuação junto à Terra, na busca por tecnologias que favoreçam um desenvolvimento sustentado na preservação de recursos naturais e de todas as espécies de vida, mas isso só ocorrerá quando entendermos que, a nova sociedade deve ser moldada de imediato, através do reconhecimento das nossas falhas e da discussão de possibilidades... É hora de assumirmos que a nossa visão é burra e, através da humildade, introduzir novos pensares e PERMITIR que nossas crianças e jovens possam construir uma nova realidade.
Nossa visão de mundo é falha, nossas vontades nulas e nossa sabedoria inválida quando a utilizamos apenas para reconfortar nossas vaidades... De nossas riquezas brotam esgotos capazes de destruir qualquer realidade que almejamos, uma vez que findamos as fontes de sustentação... Nossa capacidade de pensar vagueia entre o inútil e o irrelevante, uma vez que não somos capazes de racionar com a mente, mas com as calculadoras financeiras... Enquanto estamos alimentando nosso ego, teclando em nossas redes sociais, milhares de animais, de plantas e de pessoas estão desabrigadas devido à "necessidade" que temos de manter nossas máquinas trabalhando...
 A educação Ambiental nos dá essa possibilidade de atuação, não nas palavras rústicas aqui descritas, mas nas ideias passivas de serem abordadas dentro da transversalidade... Nossas comunidades são ricas, nas entrelinhas da escrita da urbanização exite uma essência educativa que precisa ser captada, lapidada e exercida.. Não somos meros consumidores dos recursos da Terra como imaginam os nossos bolsos, donde creio estar a mentalidade de boa parte daqueles que deveriam estar trabalhando pela reconstrução da Terra. Somos construtores de uma nova realidade, mais justa, mais coerente e mais ecológica. Depredamos nossa própria existência pela vontade de possuir, cada vez menos possuidores, pois pouco resta...

As consequências assistidas nos cenários econômicos, ambientais, educacionais, culturais e temporais são alertas dos quais não observamos, nossas primícias fundamentais se esgotam em ciclos cada vez mais alongados, minando nossas possibilidades de coexistir na Terra. A Terra não precisa nos pedir socorro, exerce o verdadeiro poder do controle natural sobre "todas" as coisas em seu tempo justo... a Terra apenas nos alerta da necessidade de compreensão, para que possamos evoluir em conjunto... A  decisão é nossa, ou mudamos o cenário atual ou permitimos que nossas crianças o mude, em tempo de colhermos os frutos da sua atuação. Mas para que isso ocorra, temos que abrir mão de nosso egoismo, de nosso poder e de nossa arrogância, permitindo que essa nova sociedade não seja pautada por nossas verdades "Burras", mas que sejam capazes de construir uma verdade plena, sadia e inclusiva... 
Luz e Paz...  

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E A- Liberdade e permissividade.

Como pensar a Educação Ambiental, a percepção do amor e do respeito à todas as formas de vida e ao conjunto que possibilita a existência da própria vida sem pensar o amor e o repeito à pessoa humana, ao indivíduo racionalmente social?
A racionalidade humana desenvolveu um processo de desintegração de mentalidade tão grande, que além da percepção das demais formas de vida, hoje temos a problemática da preservação da vida humana, objeto de predação da própria espécie. Nosso senso de liberdade está tão confuso que praticamos a permissividade na educação de nossos filhos, preparando estes para um caos eminente, baseados na competição e desvalorização do sujeito homem, assim ou além daquela em que vivemos.
É fato que o errar faz parte do aprendizado, que a liberdade faz parte do processo de formação da personalidade da criança ou adolescente. Mas até quando essa permissividade, contradita como liberdade é passiva de constituir sujeitos conscientes de sua função na Terra? Em um contexto de liberdade, a certeza do direito de participação ou de sua negativa é garantida, porém é limitadas à possibilidades dentro da primícia de que tal direito de participação não afetará o direito de outrem. Já na permissividade, tira-se a promoção dos direitos da coletividade e, muitas vezes, a promoção dos próprios direitos do indivíduo permitido, e assim, as consequências de tais permissividades podem ir além do dever de correção através de um simples diálogo, quando resultam em dependência química, resultam em criminalidade, em acidentes de transito, em transtornos psicológicos, em uma serie de agravantes que assistimos no dia a dia, dos quais culpamos o sistema quando nos atinge de algum modo.
Neste contexto, penso a conscientização como mecanismo de percepção da conduta dos pequenos cidadãos, acredito que a escola deve estar preparada para incluir atividades extra-curriculares e extra períodos, de forma à permitir que tais crianças e adolescentes estejam envolvidas em atividades sadias e educativas. Como sistema unitário, as ações ocorridas no meio natural são interligados e repercutem no próprio sistema, assim também acontece no meio social humano, a falta de controle das ações sociais repercutem na própria sociedade, determinando o seu desenvolvimento. Assim, aspectos como segurança, saúde, cultura, e outros mais, como a própria conservação ambiental, são passivos de serem mitigados quando há perspectivas na área da educação, quando há abertura para a utilização do potencial de criatividade e de participação destes, quando é fomentada a evolução na atuação das novas gerações. Permitir que nossas crianças aprendam, mas de forma assistida e com direcionamento para a cidadania é permitir a evolução do sistema como um todo, é permitir que nossas crianças tenham perspectivas de futuro, é permitir que façam parte do processo de criação de um novo modelo de participação social, é cuidar da preservação das vidas que podem permitir a existência de todas as formas de vida. Essa é nossa função na Terra, promover a vida...        







segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Educação Ambiental e os jovens.

Se há uma possibilidade de revisão dos conceitos humanos, essa possibilidade se encontra na formação dos indivíduos do futuro. Tão necessária quanto a formação do jovem para o mercado de trabalho é sua capacitação para exercer a liderança, de forma crítica e construtiva, com plena consciência dos desafios que lhes serão impostos.
Nesse contexto, a Educação Ambiental é um instrumento que favorece a percepção do mecanismo de socialização através da quebra de dogmas da mercantilização em prol da liberdade de realização.
Somos uma sociedade pobre no que diz respeito à destinação de espaços para a ação dos jovens, quando limitamos a sua participação no contexto de cidadania. Com isso, desperdiçamos vitalidade, raciocínio, rebeldia e força... desperdiçamos alegria, inocência e criatividade, na porção humana evoluída, pronta para as assimilações ocorrentes em seu espaço temporal.
O Projeto Transforma a Terra não é uma ação de imposição de conceitos, é apenas fomentador de percepções passivas de transformar sujeitos, quando tem por objetivo, incentivar a prática do conhecimento  através da visualização, da interação, do questionamento, da inovação da renovação.
Se há uma possibilidade de renovação, essa possibilidade parte da Educação, da fomentação do saber, da promoção da liberdade de pensar, de perceber, de compreender. Fomos nós que criamos toda a filosofia da dominação e somos nós que podemos fomentar a libertação, quando somos responsáveis por preparar nossos filhos para a "vida". Que sejam preparados para uma vida de criação, sem a cobiça da dominação, lideres da reconstrução sócio-ambiental.
Créditos das Imagens- EE Profª Luíza Maria Bernardes Nory- Projeto Transforma a Terra.  



















quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como fazer mudas de forma fácil e barata.

Para quem deseja trabalhar a E A através da atividade em hortas, uma boa alternativa é a formação de um canteiro para a produção de sementes e posterior produção de mudas. Um pequeno quadro é suficiente para que possamos trabalhar um ciclo legal. A possibilidade de visualização do desenvolvimento da planta, a floração e colheita das sementes, a confecção dos tubetes, a preparação do substrato, o zelo diário na irrigação, ver brotar as mudas, fazer a seleção das mudas e o replantio. Todo esse processo acaba por fomentar a curiosidade, impulsiona a percepção e gera um vínculo entre a criança e natureza, e assim que que se aprende o amor à natureza.
Nas minhas atividades, muitos das atividades são testadas em minha horta, através da produção de composto orgânico que produzo. A fabricação de mudas também não é uma ideia minha, sendo que foi retirada da NET, assim como a produção em cartelas de ovos. A realização em casa me permite perceber se há a possibilidade real, compreender as necessidades, falhas e carências no processo de conscientização. Assim, como não pude apresentar os resultados da primeira experiência, ocorrida no início das atividades e em cartelas de ovos, resolvi registrar a segunda e mais participativa opção, através da confecção de tubetes com recortes de revista. Como acabei de retirar uma segunda remessa de composto em minha composteira residencial, aproveitei a produção de sementes na Associação Vila da Infância, onde as atividades estão aralisadas com relação à produção de composto orgânico por adequação dos processos, e iniciei a atividade de produção de mudas. As atividades realizadas, a postagem "semeando alface" é resultado do experimento realizado em meu "laboratório" residencial, que tem como resultado uma germinação consistente e eficaz. Segue abaixo o processo de produção dos tubetes e semeadura. 
As sementes são colhidas, limpas e selecionadas.
Como auxílio de uma rolha, faço pequenos cilindros de papel,  dobrando a base formando copinhos.
Para escolas, cada classe pode produzir 40 tubetes, dois por alunos. É um número suficiente para a formação de um canteiro com cerca de 1 m por 40cm.
Para o enchimento dos tubetes, utilizo solo comum acrescido de composto, em proporções iguais, enchendo o tubete sem compactar.
As sementes são adicionadas de 3 à 5 por tubete, através de um palito umedecido.
Depois de cheios e semeados, os tubetes são colocados em uma base de sustentação, que pode ser uma assadeira, de bolo, caixa de papelão ou madeira, ou outra base que torne a sua sustentação segura. No meu caso, utilizei um velho trilho de alumínio triplo, daqueles utilizados para a fixação de cortinas.
A irrigação é feita através de sereno, para que não se perca solo e sementes, também para não danificar o tubete, duas vezes por dia.

Em três à cinco dias, teremos as primeiras mudinhas brotando dos nossos tubetes, é só admirar o crescimento das mesmas até a hora do replante, o que ocorrerá quando a mesma estiver com cerca de quatro à seis centímetros de comprimento

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atividade- semeando alface...

Uma das certezas que tenho, em relação a Educação Ambiental, é que a mesma se faz da sensibilidade. Não se aprende a ser ecologista e não se aprende a preservação, o que se aprende é a compreensão da essência da vida, é reconhecimento humano como parte da estrutura do organismo Terra, quando se aprende a amá-la, a viver na percepção das suas maravilhas, de estar incluso na mágica da vida.
Como atividade pedagógica, fomentar processos de interação, de participação da criança  nos processos de criação ocorridos na Terra, incita a sua percepção. Infelizmente, ainda não há meios de dar continuidade á tais momentos de interação, onde as opções de interação oferecidas aos jovens e crianças ainda são praticamente nulas. Mas como estudo de causa, tenho a convicção de que existe um caminho, tenho a convicção de que haverá espaço para as atividades que eu penso, mesmo que os recursos financeiros, humanos, tecnológicos, didáticos e acadêmicos sejam escassos, as atividades são realizáveis.
Outra certeza que tenho, em relação à E A, é de que as respostas não surgem de um hora para outra, mas são semeadas, e como meus dois pés de alface, tendem á se desenvolver nas ocorrências dos intemperes, florir e gerar sementes, e isso requer tempo. Por isso digo que a Educação Ambiental é um processo de inclusão, de pessoas e de conhecimentos, as sementes que hoje plantamos necessitam de cuidados, de acompanhamento e de favorecimento das condições necessárias para que possam eclodir, no surgimento dos pequenos brotos. É fundamental a percepção de que algumas sementes não germinarão, necessitando ser replantadas, e as que germinarem, necessitarão de condições especiais para que se desenvolvam nos viveiros da educação e que a sua introdução no meio definitivo seja de forma sadia e consciente, de sua  função, seja na provisão do alimento para a vida, seja na provisão de sementes para novas vidas, seja na provisão do abrigo.
Meus pés de "alface?" foram colhidos em suas sementes, foram semeados em substrato do composto que produzimos, envoltos em tubetes de papel que confeccionamos. São sementes que posto para que exista melhorias e fundamentação, para que sirva de inspiração, de fomentação para aqueles que acreditam e que desejam aperfeiçoar as atividades, que não são minhas, mas são atividades que necessitam de multiplicação, em cada escola, em cada associação de bairro, em cada instituição em cada residência.
Meus dois pés de alface, meu sombreiro vermelho por de sacos de cebola e mãos de crianças, minhas crenças...    
Colheita de sementes.
Colheita de sementes.
Confecção de tubetes em papel.
Enchimento com terra e composto.
Fixação na bandeja de mudas.
Plantio das sementes nos tubetes.

Irrigação por aspersão.
OBS:. Como as atividades ocorrem em dias intercalados, a disposição de pessoas para efetuar a irrigação dos tubetes é precária, assim, preferimos a confecção de tubetes de papel com a finalidade de estimular a atividade nas residências dos alunos, de forma prática e barata. Também pela propriedade e formato do tubete, cuja extremidade inferior e fechada e o papel tem grande capacidade de retenção de água. Pela frequência e período das atividades, a manutenção da umidade é essencial, principalmente nos finais de semana e nas saídas das crianças para passeios e atividades externas.