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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Parte um- resíduo, não lixo.

Pensar em Educação Ambiental é pensar uma educação para a preservação da biodiversidade, dos recursos naturais, dos ciclos biogeoquímicos dos elementos, da complexidade da estrutura construtora da vida, para a sustentabilidade.
Nesse sentido, os resíduos sólidos urbanos são os principais marcadores dos processos de degradação para as populações urbanas, sendo que afetam a sua realidade existencial particular.
Desproporcionalmente, a geração de resíduos afeta vem afetando as populações do mundo devido à enorme quantidade, à qualidade, periculosidade e disponibilidade deste no meio físico. Cada vez mais, acompanhamos problemas causados pela sua exposição, seja na forma de efluentes que correm à céu aberto nas periferias das cidades, às enchentes causadas pelo entupimento de bueiros, pela disposição em ruas e terrenos baldios, causando odores, surgimento de vetores e animais peçonhentos, pela degradação de paisagens, pela degradação de pessoas que vivem deste ou convivem em contato com ele, e uma infinidade de fatores.
Para mitigar tais situações, são realizadas campanhas de conscientização de todas as formas e com maior intensidade, porém com foco á destinação dos resíduos aos processos de coleta convencional e à coleta seletiva.
Dentro dessa visão de conscientização, a transferência dos efeitos é priorizada na destinação em aterros, isso quando há estrutura para aterramento. Muito do nosso "lixo" é disposto de forma inadequada, dando a ilusão de finalização à população atendida.
Mediante à tal situação, tramitou no congresso, por cerca de 20 anos, a Politica Nacional de Resíduos Sólidos- PNRS- que resultou em legislação para contenção dos processos de mitigação em prol de uma efetivação de processos de resolução dos problemas causados. Entre todas as diretrizes existentes, a compostagem do resíduo orgânico surge como grande diferencial de atuação- à meu ver- uma vez que proporciona uma possibilidade real de preservação ambiental e geração de renda, in loco e eficaz.
Por isso elegemos a compostagem como um dos principais caminhos para a conscientização, uma vez que contabiliza cerca de 52% do total de resíduo produzido no Brasil e, é um dos principais vilões da degradação urbana, seja na produção de gases, na produção de líquidos, na homogenização existente e persistente nos processos de degradação e na sua forma de finalização.
A reciclagem desse passivo pode contribuir para aspectos significativos da vida humana, uma vez que contabiliza mais da metade dos resíduos gerados por um indivíduo e contabiliza percentuais altíssimos de recursos para a sua geração.
Reciclar o resíduo orgânico pode significar a reciclagem da renda de populações carentes, reciclar conceitos de produção e reciclar recursos disponibilizados para a educação, a saúde, para a infraestrutura urbana em saneamento, no transporte de mercadorias, na segurança e outros mais recursos findados em processos de mitigação.
Essa ótica será descrita durante as postagens futuras, por hora basta a compreensão de que o "Lixo" que produzimos não é lixo, mas resíduos de uma atividade e passivo de reciclagem para nova atividade, no nosso caso, a alimentação e de qualidade.
Uma dica: Visite http://furabolha.blogspot.com.br/2012/10/folhas-de-beterraba-e-oreaproveitamento.html - sobre desperdício e  reaproveitamento. 







quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que são as atividades.

A conscientização é um processo que ocorre através de múltiplas abordagens, através da introdução de temas transversais, através da visualização de ocorrências, da introdução da literatura, do diálogo e de outra infinidade de aspectos da interação e comunicação. Quando bem pensada, a Educação Ambiental pode acontecer de qualquer atividade que relacione a vida humana ao meio físico, a necessidade de sua existência.
Quando iniciei as minhas atividades, tinha uma consciência pré-formada de que apresentaria um tema em cada ocasião de visita, que a introdução destes temas era indispensável para que houvesse eficácia das atividades que queria desenvolver. Como o passar do tempo, descobri que existe a possibilidade de deixar a temática acontecer. Através dessa perspectiva, as atividades ficam menos monótonas, os pontos fluem em direções diversas e uma diversidade de pontos são abordados. Há um predomínio do questionamento, indefinido e espontâneo, o que facilita a promoção de diálogos mais completos. Outro ponto que acho interessante, é que divagamos na informalidade, onde a iniciativa parte daqueles que são assistidos, o que torna a discussão menos exclusivista, ou seja, cada aluno busca introduzir algum tema, uma pergunta ou mesmo uma "zooeira" como dizem. cabe ao interlocutor buscar direcionar cada pergunta ao objetivo do atividade.
A Educação Ambiental tende à ser uma atividade libertadora, penso que não há de ser pensada na preparação antecipada, mas sim de cada ocorrência, de cada visualização. E nesse sentido, a Escola Luíza Maria Bernardes Nory, através da diretoria e do corpo funcional da instituição, vêm buscando caminhos para permitir a continuidade e a expansividade dos trabalhos, através da apresentação de projetos, da busca de recursos e da apresentação de ideias, o que nos permitiu a instalação de parte do sistema de irrigação, que prontamente foi realizada junto com os alunos, em um ambiente de posses e sorrisos.    
 Assim fazemos a conscientização, pequenas ações em pequenos espaços de tempo, sem um caminho específico, mas com destino traçado... Há muitas ações pensadas, há muitas ações acontecendo, há muitas pessoas aderindo. Que sejam contínuas as nossas atividades e que nos proporcione resultados positivos. Assim acreditamos...     










E A- Liberdade e permissividade.

Como pensar a Educação Ambiental, a percepção do amor e do respeito à todas as formas de vida e ao conjunto que possibilita a existência da própria vida sem pensar o amor e o repeito à pessoa humana, ao indivíduo racionalmente social?
A racionalidade humana desenvolveu um processo de desintegração de mentalidade tão grande, que além da percepção das demais formas de vida, hoje temos a problemática da preservação da vida humana, objeto de predação da própria espécie. Nosso senso de liberdade está tão confuso que praticamos a permissividade na educação de nossos filhos, preparando estes para um caos eminente, baseados na competição e desvalorização do sujeito homem, assim ou além daquela em que vivemos.
É fato que o errar faz parte do aprendizado, que a liberdade faz parte do processo de formação da personalidade da criança ou adolescente. Mas até quando essa permissividade, contradita como liberdade é passiva de constituir sujeitos conscientes de sua função na Terra? Em um contexto de liberdade, a certeza do direito de participação ou de sua negativa é garantida, porém é limitadas à possibilidades dentro da primícia de que tal direito de participação não afetará o direito de outrem. Já na permissividade, tira-se a promoção dos direitos da coletividade e, muitas vezes, a promoção dos próprios direitos do indivíduo permitido, e assim, as consequências de tais permissividades podem ir além do dever de correção através de um simples diálogo, quando resultam em dependência química, resultam em criminalidade, em acidentes de transito, em transtornos psicológicos, em uma serie de agravantes que assistimos no dia a dia, dos quais culpamos o sistema quando nos atinge de algum modo.
Neste contexto, penso a conscientização como mecanismo de percepção da conduta dos pequenos cidadãos, acredito que a escola deve estar preparada para incluir atividades extra-curriculares e extra períodos, de forma à permitir que tais crianças e adolescentes estejam envolvidas em atividades sadias e educativas. Como sistema unitário, as ações ocorridas no meio natural são interligados e repercutem no próprio sistema, assim também acontece no meio social humano, a falta de controle das ações sociais repercutem na própria sociedade, determinando o seu desenvolvimento. Assim, aspectos como segurança, saúde, cultura, e outros mais, como a própria conservação ambiental, são passivos de serem mitigados quando há perspectivas na área da educação, quando há abertura para a utilização do potencial de criatividade e de participação destes, quando é fomentada a evolução na atuação das novas gerações. Permitir que nossas crianças aprendam, mas de forma assistida e com direcionamento para a cidadania é permitir a evolução do sistema como um todo, é permitir que nossas crianças tenham perspectivas de futuro, é permitir que façam parte do processo de criação de um novo modelo de participação social, é cuidar da preservação das vidas que podem permitir a existência de todas as formas de vida. Essa é nossa função na Terra, promover a vida...