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terça-feira, 21 de abril de 2015

Ações em E A. Buscando portas para abrir os caminhos.

A criança aprende com aquilo que a diverte. Cada vez que a criança entra em contato com uma novidade, ela imagina, cria teorias e hipóteses  para tentar explicar aquela ocorrência. Ela pesquisa, fantasia, avalia, brinca, e internaliza o conhecimento. O contato com a natureza proporciona novas visões, traz elementos desconhecidos, ou pouco observáveis, de um meio que está ali, trabalhando em prol da nossa existência, mesmo que de forma despercebida. 
 É nessa época em que aprendemos o bom da Vida, Na infância, as aprendizagens que se constroem formam bases de novas aprendizagens, conhecimentos que irão nos acompanhar pela vida inteira. O descrever, através do desenho, gera registros no papel e na mente. Elementos podem ser jogados, direcionando o questionamento e a inventabilidade. A criança conhece a natureza à seu modo, interage com ela de forma inocente, de forma criativa.    
É importante que ela possa ver  como as coisas acontecem. Como será que cabe um pé de feijão dentro do grão? A rotina de experimentações, a interligação das atividades, a análise da "engenharia" fabulosa da natureza faz a criatividade se expandir, as ideias se formarem e o conhecimento fluir. É através da prática da observação que se conecta os pontos, que se encaixam as peças do conhecimento.
 E é isso o que queremos mostrar. Há possibilidades, há mecanismos, há propósitos... Não pensamos em uma atividade que possa promover visualizações, mas vivências e experiências, aprendizagens e hábitos. De nada adianta a competitividade e a exploração se nós não sabemos pensar os sentidos desses termos ou as ações resultantes deles. De nada adianta a promoção individual quando a integridade de um todo não favorece o desfruto dessa promoção. O conjunto ecológico é bem mais amplo que o conhecê-lo, que o explorá-lo, que o competir pelos seus recursos. O conjunto ecológico nos pede que possamos coexistir, compartilhar, comprometermo-nos com ele para que possamos evoluir.  
Mas não é tão fácil assim... É preciso se iniciar por algum local, por algum ponto na escala da introdução. É preciso que existam portas e que estas estejam abertas. Em consonância com a legislação educacional, as atividades de Educação Ambiental devem permear por todas as disciplinas e em todas as etapas da educação, criando vínculos, efetividade e possibilidades de aprendizagens. Antes de qualquer coisa, é preciso que ela exista dentro do contexto educacional, na vontade da sua realização. 
O simples ato de modificar a nossa forma de expor ideias pode favorecer, e muito, na forma como são vistas as teorias descritas nos currículos. O dizer e o fazer se completam no processo de aprendizagem, o unir possibilidades, o reconstruir, a partir do lixo, realidades aproveitáveis de aprendizagem. A Reciclagem e a Reutilização são atos que sucedem o Repensar, e o Repensar não envolve apenas algumas ações do nosso cotidiano, envolve toda a cultura e toda a aprendizagem.  
Somos capazes de fazer, de deixar que nossas crianças e jovens façam. Há meios possíveis de incitar essa capacidade de fazer, de favorecer o pensar ecológico em harmonia com o pensar econômico. Há meios de se pensar o mundo de forma sustentável, de maneira que as nossas ações possibilitem ações naturais de recuperação do meio. E é isso que precisamos fazer, pois não conhecemos o amanhã e as suas possibilidades de intervenção quanto à nós, meros seres dessa magnífica engenharia. Vamos tentar estar presentes, com nossas ideias, com nossas ações e algumas publicações, que embora sejam simples, trarão os caminhos percorridos por nós, passíveis de serem adaptados e reformulados dentro das perspectivas de cada um de vocês.

Paz e luz à todos...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia Nacional dos animais...

A Educação Ambiental deve ser entendida como uma ferramenta de compreensão das atividades humanas e suas consequências para com o meio e todas as formas de vida. Assim como o tema do título,  o dia internacional dos atingidos por barragens, também comemorado hoje,  pode ser trabalhado dentro dos moldes aqui propostos...
Todas as comunidades possuem características ecológicas, a comunidade viva é muito intensa e, os problemas relativos á degradação são consistentes.
Uma boa alternativa está na conscientização quanto aos problemas locais, como no caso dos animais abandonados e que povoam as ruas das cidades... Diariamente, cães e gatos são abandonados à própria sorte, e em qualquer município... nas comunidades mais carentes, é possível encontrá-los nas ruas, muitas vezes famintos e com ferimentos... Muitos morrem vítimas de atropelamentos, de fome, de carência afetiva, pois uma vez abandonados, perdem a referência de liderança, geralmente exercida pelos seus antigos donos.   
 Nossas ações sobre a Terra geram consequências devastadoras, a produção de lixo se assemelha muito à degradação causada pelas enchentes, destruindo áreas de florestas e vegetação nativa, retirando de seu habitat, milhares de espécies, inclusive o homem. Muitas vezes, o que nos parece belo através da visualização de animais silvestres nas imediações das cidades, nada mais é do que a busca de alimento e abrigo, ocasionado pela ocupação desmedida de áreas naturais.
Mais que necessário, processos de conscientização devem buscar aliar a percepção das ocorrências locais aos aspectos globais de degradação, fazendo com que a prática da observação seja instrumento de compreensão. Os aminais são seres vivos que apenas compreendem o mundo à sua volta, sua adaptação é relativa com relação às condições aparentes do espaço, consequentemente, os espaços urbanos são limitadores das suas condições naturais.
 Nossa visão de mundo é muito menor, uma vez que não compreendemos à Terra como um todo, exercendo um processo de dominação burro e excludente. Milhares de espécies já foram extintas devido à essa dominação, várias outras encontram-se em perigo de extinção, inclusive a espécie humana.
 Somos dotados de sabedoria suficiente para exercer as práticas de conservação, capazes de construir mecanismos que favoreçam a reconstrução e evolução das espécies na Terra, mas somos "burros" em nossa ganância mísera e verdades tolas... A Educação Ambiental tem esse papel, de conscientizar o indivíduo para as novas formas de atuação junto à Terra, na busca por tecnologias que favoreçam um desenvolvimento sustentado na preservação de recursos naturais e de todas as espécies de vida, mas isso só ocorrerá quando entendermos que, a nova sociedade deve ser moldada de imediato, através do reconhecimento das nossas falhas e da discussão de possibilidades... É hora de assumirmos que a nossa visão é burra e, através da humildade, introduzir novos pensares e PERMITIR que nossas crianças e jovens possam construir uma nova realidade.
Nossa visão de mundo é falha, nossas vontades nulas e nossa sabedoria inválida quando a utilizamos apenas para reconfortar nossas vaidades... De nossas riquezas brotam esgotos capazes de destruir qualquer realidade que almejamos, uma vez que findamos as fontes de sustentação... Nossa capacidade de pensar vagueia entre o inútil e o irrelevante, uma vez que não somos capazes de racionar com a mente, mas com as calculadoras financeiras... Enquanto estamos alimentando nosso ego, teclando em nossas redes sociais, milhares de animais, de plantas e de pessoas estão desabrigadas devido à "necessidade" que temos de manter nossas máquinas trabalhando...
 A educação Ambiental nos dá essa possibilidade de atuação, não nas palavras rústicas aqui descritas, mas nas ideias passivas de serem abordadas dentro da transversalidade... Nossas comunidades são ricas, nas entrelinhas da escrita da urbanização exite uma essência educativa que precisa ser captada, lapidada e exercida.. Não somos meros consumidores dos recursos da Terra como imaginam os nossos bolsos, donde creio estar a mentalidade de boa parte daqueles que deveriam estar trabalhando pela reconstrução da Terra. Somos construtores de uma nova realidade, mais justa, mais coerente e mais ecológica. Depredamos nossa própria existência pela vontade de possuir, cada vez menos possuidores, pois pouco resta...

As consequências assistidas nos cenários econômicos, ambientais, educacionais, culturais e temporais são alertas dos quais não observamos, nossas primícias fundamentais se esgotam em ciclos cada vez mais alongados, minando nossas possibilidades de coexistir na Terra. A Terra não precisa nos pedir socorro, exerce o verdadeiro poder do controle natural sobre "todas" as coisas em seu tempo justo... a Terra apenas nos alerta da necessidade de compreensão, para que possamos evoluir em conjunto... A  decisão é nossa, ou mudamos o cenário atual ou permitimos que nossas crianças o mude, em tempo de colhermos os frutos da sua atuação. Mas para que isso ocorra, temos que abrir mão de nosso egoismo, de nosso poder e de nossa arrogância, permitindo que essa nova sociedade não seja pautada por nossas verdades "Burras", mas que sejam capazes de construir uma verdade plena, sadia e inclusiva... 
Luz e Paz...  

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Projeto Transforma a Terra.

A função do Projeto Transforma a Terra é a provocação, provocação de situações, de pensares, de participação, de discussão, de fomentação de caminhos e de concretizações.
Assim sendo, ele foi pensado sob os aspectos mínimos do conhecimento do idealizador e dentro de uma realidade de muita esperança.
Em tese, pensar a Educação Ambiental é pensar a possibilidade de quebra de um processo extrativista intolerante, insensível e inconsequente. Nesse sentido, acredito que os principais sujeitos da degradação socioambiental seja a própria sociedade, desconhecedora da sua potencialidade de transformação da Terra em que habita, e essa é a proposta do Transforma a Terra, novos pensares para uma nova realidade existencial.
Assim é o Transforma a Terra, um projeto de provocação de condições para um novo pensar e um novo agir da sociedade.
Espero apenas, que nossas idéias sejam aceitas, discutidas e acrescidas de novos artifícios, em um pensar conjunto e transformador de pessoas, de atitudes e de realidades, multiplicador de ações transformadoras.
Como projeto, o Transforma a Terra não é uma ferramenta de promoção de pessoas, mas um projeto de transformação de realidades, fomentador de caminhos e de possibilidades, agente de grandes realizações, abertas e irrestritas.
Sejam todos bem vindos.