quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Meios para a compostagem...

Como primeiro passo, iniciei aprendendo e ensinando a compostagem, que nada mais é que um processo de transformação da matéria orgânica em adubo. O processo da compostagem é simples e acontece de forma natural, podendo ser realizado no solo, em uma composteira ou mesmo em uma vala. Microrganismos decompõem a matéria orgânica através da alimentação, reduzindo matéria em moléculas e moléculas em átomos... Esse processo ocorre em todo o meio natural, onde não há rejeitos, mas alimento nos níveis tróficos. Produtores, consumidores e detritívoros transformam a matéria em seus ciclos naturais.
A compostagem em leira é um pouco mais limitada quanto a possibilidade de demonstração dos efeitos causados pelos resíduos no ambiente, porém é muito mais produtivo na demonstração da evolução da vida do solo. Quando bem feita, atrai insetos que migram de outras áreas para a leira, e durante o processo de decomposição, estes se multiplicam-se forma satisfatória. A riqueza de vida propicia belas aulas de biologia. Também nesse processo, a necessidade de umedecimento e revolvimento da leira é menor, uma vez que a montagem pode ser feita de forma a facilitar a ventilação.
 As composteiras são recipientes ou estruturas utilizadas para a disposição dos resíduos. Em parceira com a Prefeitura Municipal de Meu município, como aluno de um curso técnico, realizei as atividades em tambores metálicos de 200 litros, Também prático e funcional, mas que requer revolvimento periódico. Nele, a produção do chorume pode ser observada, porém à a limitação de insetos em seu interior. Em ambos os casos, o resultado é satisfatório. Digitando "composteiras" no navegador, é possível encontrar vários modelos de composteiras, tanto as  vendidas no mercado quanto idealizadas pelos usuários. Em minha residência, utilizo uma caixa plástica , assim como também, um tambor do tipo bomba, de cinquenta litros.
 Já no processo de valas, a matéria orgânica é depositada em pequenas covas abertas no solo. Nesse caso, a quantidade de matéria seca tende a ser maior, possibilitando a redução de líquidos à serem absorvidos. Em nossas atividades, ocorre apenas com folhas e galhos secos, os quais são depositados e umedecidos no ato do despejo. O demais, ocorre por conta da natureza, o processo gera calor, gas carbônico e vapor d'água. O tempo total de produção pode variar de dois à seis meses, dependente de fatores climáticos, principalmente. Em minhas atividades, consegui concluir o processo com 65 dias, porém nosso clima é quente e temos um bom período de estiagem...
 

Cantinho ecológico.

Pensando nesses dois fatores- Rejeitos e solos-, iniciamos pesquisando as possibilidades de iniciar as atividades dentro de um parâmetro de abordagem conjunta. Em nosso município, as escolas dispõem de áreas propícias à formação de cantinhos ecológicos, muitas delas com áreas de solo, jardins e arborização.
A ideia principal é tirar os alunos da clausura das salas de aulas e trazer para um espaço aberto... Um local onde os alunos pudessem estar soltos e tivessem a oportunidade de ter contato com a natureza, de alguma forma. A pessoa aprende aquilo que vive, e as pequenas ocorrências que se mostram em um pequeno espaço natural são muito importantes para o aprendizado. No nosso caso, ainda temos a condição de recriar um ambiente naturalmente controlado, isso é, um mini ecossistema dentro da escola. Cada mudança, cada ciclo, cada momento é significativamente rico, o que vamos mostrar com o decorrer das atividades.
Esse é nosso cantinho ecológico, um pouco praguejado pela vegetação por intermédio do fim do período letivo... Aqui trabalhamos a Educação ambiental através da compostagem, do cultivo de verduras de de muita conversa boa... Nossa ideia é, passar para cada cidadão, cada escola ou instituição, para cada grupo interessado, as metodologias utilizadas para a inicialização das atividades, que são simples e de fácil manutenção durante o ano letivo... O segredo é a organização, fator esse não tão fácil de se alcançar, mas que é adaptável no decorrer das atividades. É um trabalho que requer continuidade, compromisso e boa vontade... Mas que apaixona, que alivia, que transforma...
Esse é o nosso cantinho hoje, duas semanas após o início das aulas. Aqui vemos as ocorrências naturais, aqui aprendemos à olhar a natureza, a valorizar os solos e aprendemos à dialogar, à trocar ideias. O mais importante é que as ocorrências vão além das mudanças ocorridas no solo. Aqui chegam histórias, fatos do cotidiano, costumes e tantas outras vertentes passivas de serem exploradas, assim como as descobertas naturais, dos períodos temporais e das ações biológica, físicas e químicas.
Para finalizar, o resultado da decomposição do "lixo" gerado na escola, transformado em adubo através da ação de microrganismos no processo da compostagem. Aqui tentamos mostra um início das atividades, que são simples, mas não são executadas uma única pessoa. Para que se tenha resultados satisfatório, é essencial que exista várias pessoas envolvidas nas ações, nas temáticas, nas percepções, na toca de conhecimentos, na efetivação do processo que é contínuo e expansivo.
Essa é a nossa proposta, que nossas ações sejam seguidas, copiadas e multiplicadas. Não pedimos nada além da troca de experiências, nada além do contato, nada além do enriquecimento da educação de nosso jovens e crianças. Várias ações estão sendo pensadas, mas como em outras oportunidades não se realizaram, serão expostas aqui da mesma forma, para serem tentadas, aprimoradas e repassadas. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Solos ecológicos urbanos...

A visão que muitas das nossas crianças e jovens têm do sol urbano é a visão de terra somente. A cultura humana prega que, as ruas devem ser asfaltadas e que todo o conteúdo não aproveitável ao homem seja descartado, varrido da sua superfície. Assim sendo, cobra dos serviços públicos a manutenção da sua morte, a visualização da imagem que as educações mundanas nos propiciaram. Folhas, frutos, galhos, flores e muitos outros elementos que propiciam a manutenção da vida são considerados lixo apenas, que sujam e emporcalham o meio social. Pior, pagam por esse serviço, sem se dar conta que, seus limites são infinitos sobre a face da Terra, pois toda essa imundice faz parte de ciclos que constroem seus limites e, seu dinheiro, apenas limpa a sua vaidade social. 

Todo o lixo que geramos são rejeitos, apenas não necessários à nós, de forma direta, mas indiretamente, é necessário à nossa sobrevivência. A Terra não é limitada à minha casa, meu quintal, minha rua ou comunidade, minha cidade, estado ou país... A Terra é todo um conjunto, no qual não pode-se encontrar um sumidouro que não seja o ciclo da matéria, e para que esses ciclos sumam com os nossos rejeitos, é necessário darmos condições para que isso aconteça.

A realidade é que não olhamos as consequências de nossos atos por falta de percepção. Nosso lixo é um rejeito com destino creto, nos solos nos quais, talvez, jamais colocaremos os nossos pés, mas que mesmo assim, são marcados com nossas pegadas e acabam identificando-nos, retornando à nós os malefícios que lhes causamos. Por detrás desse rejeito, o qual achamos sujo e desnecessário, há toda uma cadeia de processos que nos são necessários e que se findam, findando-nos aos poucos, também. Assim lixo e solo podem se completar, na finalização da nossa forma de vida ou, na preservação de todas as espécies...

Lixo e solo...

A associação lixo e solo é uma constante, seja na repulsa sentida pelas atuais sociedades urbanas que se utilizam dos meios de isolamento destes, seja na falta de percepção das suas propriedades como recursos naturais essenciais. O lixo nas cadeias de reposição e os solos nos processos de transformação da vida...
Embora tenhamos conhecimento das tecnologias necessárias para a recuperação destes recursos, as educações mundanas nos ensinam que há "varias outras necessidades" com as quais temos que nos importar... Assim acontece como todos os desmandos cometidos pelo homem, o consumo excessivo de carnes sem se importar com a sua forma de produção, alimentos industrializados sem a preocupação com os adivos que os compõem, a higienização, sem a necessidade de nos preocuparmos com os adivos diluídos em água,  o consumo exagerado sem a preocupação da cadeia de processos que degradam a nossa própria existência. Como vemos, os processos de degradação ambiental são consequências dos processos de degradação da educação humana... Uma pessoa consciente sabe a procedência de tudo aquilo que consome, pois percebe quais são as perdas necessárias à sua aquisição

Por isso trabalhamos a proposta do lixo, associado aos solos urbanos em nossas ações... O lixo como elemento essencial à saúde dos solos, e o solo essencial à saúde do homem. Acreditamos que a simples demonstração das propriedades relativas à essas duas vertentes da Educação Ambiental é suficiente para desencadear uma proporção inimaginável de temas passivos de ser discutidos dentro da temática educacional. Olhar por essa janela significa olhar para a co-relação existente entre a existência humana e sua própria degradação funcional na Terra.

Educação- questão de ativismo...

Acredito no ativismo como instrumento capaz  de incorporar mecanismos de construção e intervenção de passivos promocionais de resultados. A prática ativista deve ser mais que um mero instrumento de pressão, uma vez que pode incorporar a prática no sentido de complemento da teorização num contexto à aprendizagem. Na atualidade, as "educações" oportunistas agem através de instrumentos de captação de presas, à espreita da fascinação, onde todos somos sujeitos a predação devido a extrema incapacidade perceptiva da realidade.
Essa incapacidade de percepção é redutora do processo educacional que constrói o saber, uma vez que as "Educações" mundanas visam conhecimentos relativos às necessidades promocionais de setores diversos, desconexos e individualistas. A educação para o saber tende a atender as necessidades de bem comum, à tudo e todos. Mas como trazer essa realidade para dentro da escola, uma vez que os investimentos na Educação é nulo se comparado aos investimentos nas educações mundanas?
Dentro dessa perspectiva, a possibilidade de tornar a escola atrativa é cada vez menos concreta, pois não há um exercício de fomentação da percepção do educando, nossos jovens e crianças chegam à escola com uma bagagem muito elevada de informações, o que dificulta a assimilação do conteúdo à ser ministrado, sendo que, esses atrativos de fascinação ocupam os espaços de discussão e concentração em aula, dificultando o exercício da aprendizagem. Encontrar tais instrumentos de captação da atenção é uma das propostas desse trabalho, um movimento ativista construtivo, capaz de trabalhar o senso de percepção.
A criação do espaço verde é uma alternativa funcional, porém limitada ao seu propósito de conscientização sócio-ambiental. Mas existem variações passivas da construção de sistemas ecológicos  que nos oferece grandes possibilidades de atratividade, com temáticas variadas e que não são unicamente ambientais, pois todos os temas relativos à vida humana são intimamente associáveis.
Ações podem ser pensadas de forma complementares, interligando oportunidades de dissertações múltiplas. O modo como vemos as ocorrências ao nosso redor pode nos mostrar janelas apenas, mas a percepção nos mostra a paisagem além da janela... Essa é a função do Projeto Transforma a Terra, abrir a janela para a percepção de uma nova paisagem, mais natural, mais humana, mais solidária...
Os dois fatores pensados para iniciar esse processo são comuns à todas as comunidades. A geração de lixo e a utilização dos solos urbanos. Todos nós temos uma visão social do solo, transformado em terra que suja, que contém microrganismos nocivos à saúde e que precisam ser isolados. Isso também acontece com relação às sobras das nossas atividades, ou seja, o lixo. É comum vê-lo jogado sobre o solo, pois é sujo, contaminante e necessita ser isolado.
Como percebemos nos dois casos, a visão humana é limitada à janela que as educações mundanas nos oferecem. Sabemos que, por detrás dessa janela, tem uma paisagem mais humana, mas não conseguimos perceber que basta abrir a janela, um gesto simples que pode ser muito gratificante...
E você, quer se levantar e abrir a janela?  Essa pode ser a sua chance, a paisagem aqui pode não ser tudo aquilo que aparenta, mas você pode melhorá-la.

    

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Educação para a educação...


Dentro de um padrão de interligação, a escola é dependente da formação de lideres, capazes de promover a sua justa função, pois todos os caminhos da socialização passam pela educação. Assim sendo, acredito que a escola precisa compreender que, a atual situação política do país é resultado, parte, da formação das lideranças atuais... Uma vez abdicada de seu direito de construir a sociedade, a escola aceita a sua condição de vítima dessa mesma sociedade.
Assim acontece em todos os grupos sociais, laços de sabedorias são construídos para a preservação das populações, e assim seria a realidade da educação.
Por esse motivo, acredito na identidade escolar, ou seja, a escola constrói mecanismos para a construção de saberes fundamentais ao exercício da educação... Cada ente da comunidade escolar é um agente de uma população, diferenciada em saberes e educações múltiplas, mas interligadas em uma necessidade única, viver em sua plenitude...
A vida, em matéria de educação, não está limitada ao exercício do labor, à política de formação de grupos individuais... Mais que isso, a vida é o execício da cooperação, da descoberta, da criação e da boa vivência, e isso é mais que idealismo... Politicas públicas resultam em ações políticas, ações sociais resultam em socialização... Nisso, as responsabilidades não são específicas de professor, de direção ou de alunos, é uma responsabilidade compartilhada de aprendizagens, de reconhecimentos e de aceitações, pois a vida plena é compartilhada, em igualdade e multiplicidade.
Essa é a função da escola, no meu compreender... Identificar a sua realidade existencial dentro de um contexto de comunidade e transformá-lo em elemento de integração, popularizando os seus entes, familiarizando atores. A educação é base da construção de uma civilização, qualquer conhecimento que gerar será utilizado em função da educação que deseja ser exercida... Que seja positiva, integradora, e humanitária para que possa ser elemento de retorno positivo, integrador e humanizador aos entes do seu execício, que valorize a população de acordo com a sabedoria que constrói.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ensinar na prática...

Já pensou na aula de informática, recursos de mídia associado à ecologia? Uma área verde proporciona grandes surpresas, muitas vezes, despercebidas... Um aparelho celular, alguns minutos por dia e um pouco de criatividade, recursos de produção de vídeos simples e uma aula de educação ambiental para ser levada para casa... 
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Essa pequena lagarta fez ninho em minha horta... todas as tardes, ela sai de seu casulo para saborear as folhas do galho que sustenta o seu casulo. Outra boa alternativa, as aulas de biologia, ajudando os alunos na compreensão da biodiversidade e identificação de espécies... Essa não foi para escola e a ideia ainda não foi utilizada por mim, mas ficaria feliz se alguém pudesse realizar e divulgar as reações e possibilidades.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Comunicação.

Observando bem, percebi que a principal forma de aprendizado, para mim, foi a percepção, e a percepção está intimamente ligada à comunicação. Na terra, tudo se comunica de alguma forma, e essa comunicação, percebida que é, denota perigos ou segurança, paz ou turbulência, vida ou morte...  
Gosto de ver as imagens de plantas que se formam, tal qual as brincadeiras de criança. E nessa brincadeira de criança, pode-se compreender a sobreposição dos cipós à clímax, uma vez que existe uma comunicação entre a planta e as frestas de luz, o sol que lhe é necessário à fotossíntese se abriga lo acima da clímax, ambas partilham dos raios e ambas sobrevivem... 
Assim também acontece nos solos, existe uma comunicação do sol para com as vidas terrestres, a irradiação solar gera calor que comunica as estações do ano, a luz comunica a hora do descanso, a hora do labor e projeta as sombras, abrigos e sinais da predação.
As águas também se comunicam, assim também recebem comunicação, nas reações que lhes transformam as propriedades. Não há chuva que venha sem se alarmar pelas nuvens, assim como não à córregos que se deixe passar desapercebido dos demais seres vivos, seja na penetração do solo, seja nos cantares da corredeira, seja na evaporação.
Se comunicam os insetos, no zoar de suas asas, os pássaros no cantar, a fera no seu rosnar... Não há elemento que não se comunique em nossa Terra, e essa comunicação é sempre destinada à preservação e controle da comunidade. As águas emergidas de um alago comunicam a presença do ferro no interior da Terra, assim como a paisagem também comunica as propriedades de clima, de solo, de altitude, de umidade, de temperatura de suas situações regionais.
A comunicação é um elemento fundamental da preservação, mas sem a percepção, a comunicação perde o sentido. Assim, o simples reflexo solar em um córrego, provoca irradiação excessiva e incomoda aos olhos do corpo, provoca irradiação de luz e paz aos olhos da alma...
Conscientização é isso, a comunicação para a percepção, a percepção para a comunicação. Supõem-se então que seja uma comunicação que venha da alma, que não se deixe levar pelas doutrinas do corpo. A comunicação natural do espírito é pura, mas complexa, não salientáveis às filosofias humanas. A conscientização para o ambiente não ocorre da imposição, mas do amor à criação, da compreensão das comunicações percebidas e suas aceitações... 
A Educação Ambiental é uma educação para um novo olhar das criaturas, sem rotulações e predisposições às vontades da sobreposição, o principal interesse da vida deve ser sempre a providência da Vida...