quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um desafio, a compostagem...

Com a intensão de realizar um trabalho voluntário, simplesmente voltado à conscientização ambiental, investi em caminhos conhecidos e de difícil implementação dentro da questão da "destinação dos resíduos sólidos urbanos", área onde já atuo- mesmo como um simples porteiro- e da qual sempre achei passiva de novas visões, uma visão mais incorporada a realidade do problema.
Assim sendo, resolvi utilizar das visualizações assistidas em alguns poucos anos para iniciar a atividade de compostagem associada à horta, fato que ainda realizo, apesar das dificuldades que enfrento.
A realização da compostagem é, sem sombra de dúvidas, um dos principais desafios à serem enfrentados pelas administrações públicas, somando as etapas de segregação, coleta diferenciada, disposição de áreas e pessoal qualificado para a efetivação das ações, a necessidade de qualificar o produto final e garantia de mercado consumidor. Tais desafios ainda são complexos quando entende-se que há uma pendente necessidade de conexão entre secretárias, quando implica em contra-senso nas áreas de saneamento, saúde, educação, vigilância epidemiológica, obras, serviço social, segurança e outras tantas, todas participantes da necessidade de estruturação do processo, mas com olhares particulares aos seus orçamentos e suas atribuições burocráticas. Outro contra-senso visível está no mecanismo de mercado, quando avaliado o impacto dos resultados passivos de serem encontrados.
Falo isso com a certeza de que, disponibilizadas áreas para a criação de pequenos núcleos de produção, tanto o processo de segregação quanto à destinação final passam a ser monitorados de forma descentralizada, com maior eficácia e resultando em um produto final de qualidade.
Assim acredito na possibilidade de mitigação de muitos processos através da interligação das diversas secretarias que compõem a administração de um município, através da promoção da atividade voluntária e de um real processo de participação social, quando as vontades particulares tendem a ceder lugar para uma nova forma de utilização dos recursos públicos em relação à preservação dos recursos naturais.
A compostagem do resíduo doméstico realizado em espaços escolares favorece a segregação diferenciada, a destinação adequada na "reciclagem" em sua totalidade, ocupação de áreas ociosas e terrenos baldios, geração de trabalho e renda, educação alimentar, redução dos gastos com merenda escolar, redução do passivo destinado aos aterros, além de contribuir indiretamente no controle de vetores, contribuir com a saúde pública, com aspectos de segurança e muitos outros, desde que exista "comprometimento e vontade política" para que as ações deixem de configurar apenas em teorias e configurem ações concretas.
Assim ofereço uma ideia que pode ser utilizada como base àqueles que queiram trabalhar a compostagem, visto não haver suporte à completa introdução dos caminhos pensados em minhas atividades. Fica a esperança de que os novos ares da política local me permitam estar mostrando resultados concretos, que me permitam aprofundar nas atividades de forma a promover aspectos de  positivos de conscientização. Enquanto isso, estamos aqui...