segunda-feira, 4 de março de 2013

Compostagem. Materiais secos ou marrons.

Uma vez conhecida e quantificada a matéria verde gerada na escola, passamos então à fazer um levantamento da quantidade e qualidade do material seco disponível para a nossa compostagem. Muitas escolas não dispõem de áreas verdes para a captação do material seco, mas esse pode ser adquirido pelos alunos em suas residências e com auxílio dos pais. Em escolas que possuem áreas verdes, podemos diversificar as atividades através de um "turismo ecológico" dentro da própria escola. Geralmente, esse material é coletado pelos funcionários da zeladoria, e passam desapercebidos da comunidade escolar.
Nosso depósito de folhas na E. E. Maria Luíza Bernardes Nory.
Folhas secas, galhos, sementes, raízes, gramas, flores, matos em geral, são retirados constantemente dos pátios escolares. Esse material é rico em carbono e fibras, utilizado também no processo de compostagem, portanto, não é "Lixo". Em uma volta pela área verde, podemos identificar o processo de geração de resíduos através da caracterização dos materiais encontrados no solo. Papel, plástico, borracha, tecido, metais, e uma infinidade de outros materiais podem ser identificados, conscientização quanto à destinação adequada, o que é orgânico, o que é reciclável e o que pode ser reaproveitado... Também pode-se considerar as formas corretas de disposição dos materiais que não podem ser direcionados aos processos citados, a sua destinação correta e de forma adequada. A visualização é um processo que pode ser contínuo, e será, se adotadas as experiências aqui propostas..
  A realização do "turismo ecológico" pode nos proporcionar grandes surpresas, a percepção é nativa do ser humano e passiva de ser trabalhada. Temos a cultura de não criar, de não observar, de não compreender as ocorrências, mas elas acontecem, à todo instante e em todos os locais.
Tanto na escola, como em casa, como nas grandes florestas intocadas pelo homem, as folhas caem dos galhos das árvores, foram o chão no exercício da providência da alimentação de seres terrestres. Não é por acaso que a vegetação rasteira existe, ela é responsável pela retenção das folhas, carreadas pela ação dos ventos. A vegetação seca retida propícia para o solo, o equilíbrio dos  teores de umidade, de temperatura, de micro vidas, de aeração, muitos outros. Essa matéria seca é fundamental para a absorção das águas das chuvas, evitando o carreamento de minerais e solos pelas enxurradas.
Também nos jardins, as nossas flores e plantas que alegram e dão um colorido à nossa morada, geram resíduos. constantemente, folhas morrem e folhas brotam. flores murcham e secam, sementes caem, bulbos de sementes explodem, aves e insetos se alimentam, depositam seus excrementos, palhas se amontoam. É um ciclo interminável, para cada processo de morte ha um processo de renascimento, aquela pétala que fez parte de uma flor é desmontada nos processos de degradação e seus minerais são absorvidos pelas raízes de outras plantas, voltando ao ciclo de reconstrução celular... A palha Também não é "Lixo".

As folhas secas que enfeiam os nossos vasos são apenas resíduos da construção da planta, células que morreram e que devem voltar ao ciclo no solo. Temos o costume, por cultura, de podar as folhas secas e de  destiná-las ao lixo. Essas folhas, ao caírem ao solo, funcionam primeiramente, como cobertura de  proteção dos solos, com o passar do tempo, servem de material de reposição dos nutrientes do solo em processos lentos de decomposição, até que, finalmente, se tornam apenas nutrientes, absorvidos pelas raízes, incorporados às células vegetais, que são consumidas na cadeia alimentar e passam a ser utilizadas na formação das células dos consumidores. A compostagem segue esse ciclo, resíduos verdes e resíduos secos são decompostos  e transformados em adubo, que pode ser utilizado em uma horta para a produção de alimentos, que pode ser utilizado na refeição das crianças da escola.