quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E A- Liberdade e permissividade.

Como pensar a Educação Ambiental, a percepção do amor e do respeito à todas as formas de vida e ao conjunto que possibilita a existência da própria vida sem pensar o amor e o repeito à pessoa humana, ao indivíduo racionalmente social?
A racionalidade humana desenvolveu um processo de desintegração de mentalidade tão grande, que além da percepção das demais formas de vida, hoje temos a problemática da preservação da vida humana, objeto de predação da própria espécie. Nosso senso de liberdade está tão confuso que praticamos a permissividade na educação de nossos filhos, preparando estes para um caos eminente, baseados na competição e desvalorização do sujeito homem, assim ou além daquela em que vivemos.
É fato que o errar faz parte do aprendizado, que a liberdade faz parte do processo de formação da personalidade da criança ou adolescente. Mas até quando essa permissividade, contradita como liberdade é passiva de constituir sujeitos conscientes de sua função na Terra? Em um contexto de liberdade, a certeza do direito de participação ou de sua negativa é garantida, porém é limitadas à possibilidades dentro da primícia de que tal direito de participação não afetará o direito de outrem. Já na permissividade, tira-se a promoção dos direitos da coletividade e, muitas vezes, a promoção dos próprios direitos do indivíduo permitido, e assim, as consequências de tais permissividades podem ir além do dever de correção através de um simples diálogo, quando resultam em dependência química, resultam em criminalidade, em acidentes de transito, em transtornos psicológicos, em uma serie de agravantes que assistimos no dia a dia, dos quais culpamos o sistema quando nos atinge de algum modo.
Neste contexto, penso a conscientização como mecanismo de percepção da conduta dos pequenos cidadãos, acredito que a escola deve estar preparada para incluir atividades extra-curriculares e extra períodos, de forma à permitir que tais crianças e adolescentes estejam envolvidas em atividades sadias e educativas. Como sistema unitário, as ações ocorridas no meio natural são interligados e repercutem no próprio sistema, assim também acontece no meio social humano, a falta de controle das ações sociais repercutem na própria sociedade, determinando o seu desenvolvimento. Assim, aspectos como segurança, saúde, cultura, e outros mais, como a própria conservação ambiental, são passivos de serem mitigados quando há perspectivas na área da educação, quando há abertura para a utilização do potencial de criatividade e de participação destes, quando é fomentada a evolução na atuação das novas gerações. Permitir que nossas crianças aprendam, mas de forma assistida e com direcionamento para a cidadania é permitir a evolução do sistema como um todo, é permitir que nossas crianças tenham perspectivas de futuro, é permitir que façam parte do processo de criação de um novo modelo de participação social, é cuidar da preservação das vidas que podem permitir a existência de todas as formas de vida. Essa é nossa função na Terra, promover a vida...