sábado, 12 de maio de 2012

Das atividades educacionais.

Uma das ideias da proposta é conscientizar jovens e crianças sobre a necessidade de reconhecer o ser humano como um ser ecológico, integrado com o meio ambiente e inteiramente dependente deste.
Muitos dos problemas encontrados na realidade humana é fruto da "dominação" do ser humano sobre os demais seres e materiais existentes no meio. Em uma escala real, o homem aprendeu a dominar o fogo, lá no inicio dos tempos, depois dominou animais, a agricultura, as terras férteis ao longo dos rios, os materiais, os elementos e finalmente, dominam o próprio homem. Toda essa dominação acarretou em um processo de destruição de culturas, de paisagens, de gêneros animais e vegetais, de recursos naturais e, principalmente, de valores atribuídos a razão humana, como a solidariedade, a ética, a dignidade, a moralidade...
As ações de conscientização são as ferramentas mais utilizadas pela mídia comercial na atualidade, atribuindo ao consumo uma ênfase ambiental crescente, contrariando as perspectivas de mudança do cenário atual. Enquanto as ações  voltadas à real atividade de conscientização abrangem pequenas campanhas em atos isolados, as mídias promovem produtos, serviços, status, políticas e muitos outros caminhos voltados à preservação do modelo consumista, capitalista e de exclusão que determinam as regras de atuação humana.
Mudar a concepção da população formada pela cultura do ter à qualquer custo, do ser o melhor, do culto à aparência e ao poder é uma tarefa impossível, porém muito pior é saber que nossas crianças caminham na mesma direção, quando entregues a um processo educacional cada vez mais compactado, voltado mais à quantidade de agentes passivos de ser assistidos do que à qualidade do aprendizado, fomentando  a construção de saberes surgidos do descaso e da desassistência.
Talvez por essa razão- opinião de um leigo porteiro- tenhamos uma sociedade infanto-juvenil voltada à ociosidade, aos vícios, aos prazeres da carência de oportunidades. Se por um lado não é possível modificar uma sociedade forjada no descaso, à nova geração constituída do espelhamento social há de sobrar reflexos irreversíveis, caso não atendidas as necessidades de assistência que lhes carecem.


Não há ser humano que não guarde em seu interior os seus sonhos de criança, aqueles ideais de justiça e de amor mútuo, e que não os tenha sufocado durante os anos pelo processo de "socialização". Àqueles que ainda os têm, dos quais a dureza do desfortúnio ainda não roubou a inocência, resta a expectativa da promoção de atividades que os introduzam no processo de formação social, mas com um novo olhar e uma nova percepção de "vida", capaz de configurar os caminhos para uma nova sociedade voltada à solidariedade, `a sustentabilidade e à preservação e manutenção do milagre da existência da vida.