segunda-feira, 28 de maio de 2012

Minha horta suspensa.

Buscar mecanismos de mitigação dos problemas causados pelo lixo e gerar conhecimento, sustentabilidade ambiental, melhores condições de vida para as populações, mudar os rumos da história. Talvez seja visto como mera especulação aquilo que descrevo, mais é possível. De tanto ver as imagens na NET, procurei verificar como ocorreria se, sem capital para investir e apenas com base nos conhecimentos aprendidos, quisesse eu deixar de produzir "lixo" e quisesse produzir alimentos a partir deste lixo.
Como já me disseram, é muito trabalhoso, mas posso garantir que é prazeroso! Hoje passei o dia compondo as postagens que iniciei, no decorrer da semana, minha inspiração foi o amanhecer da minha horta suspensa, a mesma que iniciei e que apresentei nos primeiros textos deste blog.
Imaginemos que em cada residência houvesse um mecanismo de degradação do resíduo orgânico para a produção de adubo, que esse adubo pudesse alimentar um horta que alimentasse a família. Teríamos uma redução significativa da poluição do solo, das águas e do ar, teríamos uma redução do número de doenças causadas por vetores e por veiculação hídrica, teríamos uma redução significativa nos índices de fome e de miséria, teríamos maior quantidade de áreas verdes, de insetos polonizadores, de borboletas, de flores e frutos. Cada quintal comporia um ecossistema capaz de reduzir o estresse através da terapia da horticultura. Lá no começo eu afirmei, uma hora por dia, nada mais.
É possível e eu fiz. E assim acredito que cada um possa fazer. Sei que cada um pode fazer o mesmo, basta ter um pouco de vontade de se desligar da vida urbana e social, uma horinha por dia.
A maneira utilizada é muito conhecida, compostagem em uma caixa plástica contendo uma porção de resíduo da preparação de alimentos para três partes de material seco, seja palha, grama seca, folhas das árvores, sobras do trato dos jardins. As jardineiras plantadas são fabricadas a partir de garrafas PET, uma garrafa por dia, trinta garrafas mês, sessenta plantas mês. Não ocupa espaço e pode variar na produção, estou atualmente com 72 garrafas, um galão de água, alguns vazinhos e um par de tênis. Tenho uma boa variedade de plantas, hortelã, salsa, cebolinha, alface, almeirão, agrião, morango, tomates, pimentas, véu de noiva, pepino, rúcula, couve, e algumas plantas que nasceram de não sei de onde, mas ficaram para aumentar a diversidade.





Abri este espaço para mostrar que é possível, é viável e é ecologicamente correto, não há a necessidade de grandes investimentos, há a necessidade de conscientização, de comprometimento, de vontade. Professores podem incentivar seus alunos, abrir espaços na escola para que a comunidade aprenda, para que seja possível. Os gestores públicos podem criar espaços nas comunidades, repassar, incentivar, multiplicar. Como eu disse, é uma questão de vontade, não tem custo e faz bem ao homem e ao meio ambiente.