sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cidadania e preservação.

A necessidade de fomentar o exercício da cidadania, da inclusão de atores das comunidades gera possibilidades diversas. A preservação ambiental é mais que preservação de grandes biomas terrestres, é um exercício local, caracterizado por mínimas possibilidades que se interligam. É fato que as cidades são ambientes modificados, mas é fato também que são ambientes naturais, providos de recursos naturais e de diversidades que necessitam de preservação. Neste sentido, a formação do indivíduo, como agente de transformação está intimamente ligada ao processo educacional, assim como com ao seu potencial de desenvolvimento socioeconômico. Um indivíduo será aquilo da sua formação educacional, cultural, social e ecológico.   
Áreas de preservação são áreas onde os processos de degradação são contidos, mais que a sua preservação, a possibilidade evolutiva do bioma deve ser respeitado, fomentado e almejado. Nas cidades, a ótica dos agentes públicos colaboram para a simples visualização destas como áreas de lazer, muitas vezes desprovidas de valor ecológico.
Mas há casos em que as ações necessárias são negligenciadas pelo simples fato da não consciência dos próprios gestores públicos, quando as possibilidades se fazem presentes no exercício do direito do prazer, do direito do bem estar.
A consciência ambiental é uma consciência provocada, fomentada na observação da simplicidade da atuação do tempo, da formação e diversificação da vida. É uma conscientização que se faz do som natural, dos aromas e dos sabores, do tato e da visualização. Quanto mais diversificado, maior será o poder de atração, de inclusão do ser humano no espaço ao qual se relaciona.  
Áreas de preservação são áreas onde há possibilidade de inclusão de agentes biológicos variados, de regeneração das suas estruturas biológicas, da multiplicação da espécies e da formação do ecossistema vivo, o mais natural possível.    
Surge então a questão da educação ambiental, da inclusão de atores capazes de reverter tais processos ocorrentes na atualidade. Associações de agentes anônimos que atuam na modificação de conceitos, muitas vezes, desprovidos de apoio e na sua mínima capacidade, mas com um máximo de força e desejo de modificar a realidade.
Assim retrato as possibilidades de atuação, fomentando a participação da população, instruindo e agregando mecanismos de transformação, de fortalecimento e multiplicação de tais ações, contribuindo para a mitigação dos processos de degradação ocorridas nas áreas urbanas.
Então se diferenciam as necessidades das possibilidades, enquanto as necessidades são fomentadas na distribuição de recursos mínimos em aspectos maximizados, as possibilidades se dão da mobilidade social, da participação e recuperação de recursos humanos ignorados, na descoberta e multiplicação de realidades até então desprezados.
A educação ambiental não se resume a uma educação para a preservação do ambiente externo ao contesto urbano, acontece em toda a integridade do sistema natural e, o ser humano é um recurso natural essencial da diversidade ecológica, o qual é necessária a reconstituição da sua essência ecológica.