segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sistema vivo- Noção do conjunto humano.

Se por um lado há um caminho real para que se concretize uma mudança de paradigmas, há muita limitação que inviabiliza os mesmos caminhos e que não possibilitam que tais mudanças se concretizem.
Ao passo em que temos tecnologia suficiente para facilitar os processos naturais de transformação, temos conhecimento de transformação de moléculas, temos capacidade para aprofundar estudos voltados para um desenvolvimento humano compatível com as necessidades do sistema natural, surgem oportunidades de modificação dos esteios que permitem a estadia humana em um vasto e complexo sistema vivo, sem que ocorra a sua destruição.
A manutenção da ordem hierárquica do poder de decisão quanto aos caminhos que levarão a construção de uma nova realidade inviabiliza ações, somos ainda, detentores de poderes dos quais não abrimos mão, vontades, certezas e valores individuais que desvirtuam vontades e valores coletivos. É cada vez mais presente, na postura da sociedade humana, a mobilização de agentes anônimos, mas de forma coletiva, desenvolvendo ações para a quebra da estrutura individualista. Embora, muitas vezes, regidas por forças desproporcionais, são ações passivas de observação, levada em conta a profundidade da mensagem que agrega. Há uma necessidade de incorporação de tais agentes nas discussões e construções dos caminhos a serem seguidos, quebrando um monopólio do poder de introdução de deveres, assim como, quebrado o monopólio do poder de decisão, incrementar as formas de atuação desses atores, direcionar as buscas, somar as possibilidades e extrair certezas de um rico acervo existente na diversidade sociocultural que forma uma população. Não há poder capaz de modificar as realidades quando centralizadas as possibilidades de atuação. Cada realidade é uma realidade e é as populações quem as assiste, em sua individualidade local,  comunitária e familiar. Fomenta-se o consorciamento de realidades aquém das realidades individuais, com enfoque na redução de custos financeiros, quando há a possibilidade de atuação local e participativa, descentralizados os poderes de decisão e de execução, somando esforços e concretizando ações corretivas e preventivas.
São vastas as possibilidades  quando se faz unir os esforços, no compartilhamento dos saberes e na atuação conjunta, basta fomentar a percepção de que a propriedade dos recursos naturais é coletiva, que o resultado da sua apropriação também assim deve ser e que a recuperação, prevenção e manutenção destes é essencial para que assim continuem a existir, de forma integral e disponível para a sua captação. Somos ainda, uma espécie capaz de prover mecanismos para a recuperação do sistema Terra, capazes de buscar alternativas de sustentação da engenharia da evolução, falta apenas a vontade de unir esforços e agir, permitir que idéias e ideais se somem, compondo um conjunto único e integrado de iguais em valores e em possibilidade de atuação.