sexta-feira, 13 de julho de 2012

Festa dos amigos.

Hoje foi dia de festa, mas só após as 09:30. Perdi um bolo de cenoura coberto com calda de chocolate e um patê daqueles.
Mas também festejei a amizade através da partilha, partilha da Terra para conosco, quando da manutenção das nossas provisões alimentares. 
 Também partilhei com ela, na produção do seu alimento. Uma relação de amizade com o solo, com o ar, com a água e com todos os seres vivos. Nossa compostagem anda meio que "pobre", ultimamente, mas caminhando para transformações maiores- A contar pelo tamanho das cenouras, tá precisando mesmo!-
Mas todo o pouco é bem vindo, quando vem da providência da mãe Terra, pois para nós se torna essencialmente na aquilo que precisamos para continuar vivos. Nem mais nos acúmulos e desperdícios e nem menos nas privações. 
 De fato somos amigos, na partilha das necessidades mútuas. Eu mais recebo do que dou, quando apenas lhe afago o solo e lhe dou lixo. Ela me retribui com a transformação do meu lixo em alimento, do meu suor em sorrisos e emoções.
 A Terra me deu algo que nunca tive, talvez porque eu lhe dei algo que há muito ela não tinha. Criamos vínculos afetivos gosto da TERRA e a tenho impregnada em meus pensamentos, e acredito que ela goste de mim também, pois está impregnada de meus traços desajeitados e de desorganização.
 Até as minhas abobreiras florescem, brincam de colorir minhas manhãs. Rastejam na solo ainda sem adubos ou provisões, e não me pedem nada, como que apenas forrando meus caminhos.
 Seus frutos aparecem em meio a grama, a mesma grama em que exito em aparar. Tem cara de terra suja, tem jeito de terra pura. Talvez devesse aparar, pra ver se os seus frutos ali permanecessem, mas os mesmos cismam em "voar" para longe de mim. Que a Terra abençoe o seu proveito, pois já perdoei os seus vôos.
 Porque não me vale ter as imagens sem que exista um sentido, assim como não quero um sentimento proporcionado por imagens apenas. Quero poder pensar que doei aquilo que recebi, que favoreci naquilo que eu mesmo quis e procurei. 
 Têm voos que me deixam triste, como a rola que não quis pousar para o meu postar. Mas incumbiu seus filhos da missão de me recepcionar, os mesmos que lhes apresento.
 Assim como a Terra e toda a sua criação, assim como as plantas que brotam do chão. Que não são lá, aquela dita produção, mas é minha grata fartura, minha farta  satisfação.
Talvez eu acreditasse que iria gostar, mas nunca tive a certeza. Que gosto não há mais dúvidas, se há é alguma incerteza.  
Dos meios para ensinar, dos meios para aprender. Minhas vontades não são as suas, minhas visões não são como as tuas, minhas necessidades não são como as tuas. Mas todas as nossas vontades, visões e necessidades são dela dependentes.
 Na festa dos amigos nós brincamos, na grama verde à luz do sol e de um céu azul.  
 A sombra das folhas e a brisa fresca- que estava fria- ao cheiro do ar da manhã de luz.
 De mesa farta e risos soltos, ao som de pássaros e " eu quero tcha, tchu, tcha......" e muita empolgação.
 Com pipas coloridos cortando o céu do nosso ambiente urbano, adaptado mas ecológico, demarcado com as cores da nossa vontade em contraste com as cores da nossa necessidade.
 Na festa do amigo, celebrei a presença de todos, uma foto da integração entre homem e natureza, onde todos se completam, se misturam e se confundem.
 Dos meus amigos pros meus amigos.