domingo, 8 de julho de 2012

Interação-natural.

Os belos momentos da vida são sentidos na simplicidade dos mementos de interação com a natureza, quando estamos vagos das atividades cotidianas, quando em repouso do nosso ego. Gosto de estar só pelo prazer de poder observar, de notar e poder desfrutar da vista natural, mesmo quando em meu local de trabalho, em um domingo de manhã e em meio ao lixo.
É tão verdade que a natureza nos alenta que, muitas das propagandas e das mensagens que se fixam em nossa memória trazem imagens naturais, das quais meu aparelho de telefone celular não é capaz de captar em qualidade, minhas habilidades nem se cogitam e meu tempo é reduzido, mas tento assim mesmo, passar aquilo que vejo.
 Temos um ciclo curto na terra, em matéria de alma, ou espirito como desejarem. Nossa identidade é passageira, não temos noção das sua passagens pela vida, se que existem, mas nosso corpo é eterno, na transformação da matéria bruta, na lapidação dos órgãos e dos sentidos.
Fossemos guiados pela alma/espirito, seriamos mais propensos a evolução- mas há outra contradição, as vontades não são carnais, mais racionais- fossemos mais racionais, seriamos mais propensos à evolução- o raciocínio criou o poder, e poder o capitalismo-
Como entendo, tudo é conjunto e cooperação, questão de equilíbrio. E esse equilíbrio é fomentado pela confiança da existência em evolução, das transformações ocorrentes na Terra. As transformações naturais que multiplica a complexidade das formas de vida, que nos fez racionais.   
Tudo serve para tudo e para todos, ninguém destrói aquilo que lhe proporciona vida. Há mais compreensão enter os diversos seres vivos do que entre a raça humana. Há um equilíbrio natural, mesmo quando existe a intervenção parcial do homem. Mas rumamos para um total, ao qual seja, talvez, impossível de equilibrar.
A natureza faz a sua parte, transforma lixo em substrato de criação. Desenha formas e cores que atraem os humildes, que transportam o sopro da vida.
E a vida se mantém, se transforma e se aprimora. Hoje temos espécies que não eram vistas nas cidades, passeiam e se multiplicam. Muitas são benéficas, muitas nem tanto. Talvez pela falta de equilíbrio natural. 
Não somos prefeitos, assim como a perfeição natural é cheia de formas distintas, desiguais, mais elas se completam, formam um conjunto harmônico e natural.
Tonalidades alvas e formas quase simétricas, de núcleos férteis e doces, de acalento. 
As vezes mais azuladas, menos simétricas, mas com a mesma essência de vida. 
São conjuntos, composições que se completam, independentemente da classificação, uma beleza fomenta a outra, sem custos ou prejuízos.